segunda-feira, 25 de abril de 2011

Por Que Estamos Assim?


Há uma multidão a minha frente. Eu caminho em meio a eles e tento gesticular, mas parece que eles não podem me ver. Eu solto um grito de silêncio e a multidão parece não ouvir. Eu pensei que a dor sumiria com a noite, mas cada vez mais ela se fortalece, como um buraco na terra durante a chuva. Está vazio. Eu não ouço ninguém mais, e eles não me ouvem também. As palavras machucam, mas o silêncio que prova a verdadeira dor. O tempo parou para mim, e estou vendo tudo lentamente. As horas estão passando mas eu ainda estou aqui, sentado nesse pequeno espaço de chão. Eu não queria escrever algo como isso, mas deixarei marcado, como uma escritura em uma pedra que ficará enterrada. Eu estou levando todos os danos, e eles estão se acomulando. Mas ninguém verá isso porque eu estou abafando cada golpe em mim. Ao que me parece tudo tende a ficar pior, mas eu já sei como é viver sem esperança. Eu queria sair daqui e voar, mas minhas asas estão quebradas e eu não conheço o remédio. Eu estou como alguns anos atrás, mas dessa vez eu estou sendo cauteloso, foi o que eu aprendi. Está tudo aqui, pulsando em mim, como se estivesse preencher este vazio no meu peito. Isso apenas me faz querer gritar.

"Por que nos sentimos tão
sós a todo momento?
Você não tem que tomar o peso de tudo
Porque nos sentimos tão sós a todo momento?
Se colocar desta forma não é coragem" (Aqua Timez - Alones)

segunda-feira, 11 de abril de 2011


"Há algo nesse mundo que ninguém nunca viu antes
é suave e doce
talvez se isse pudesse ser visto,
todos lutariam por isso
Porque ninguém nunca viu isso.
O mundo escondeu isso de tal forma, que ninguém
pudesse colocar suas mãos nisso facilmente
De algum modo, algum dia, alguém irá achar isso."

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Meu Único Medo


Eu estive pensando sobre tudo que eu perdi. Conquistei algumas coisas, mas a ênfase está sempre maior em cima daquilo que eu perdi. Eu costumava pensar que eu não tinha medo de nada, mas eu percebi que existe algo que eu temo bastante: Gostar de alguém. Eu não gosto muito de falar sobre isso, por isso estou sempre fugindo desse assunto no meio das conversas. Você sabe, quando cometemos um erro, tentamos aprender para que isso nunca aconteça novamente. Eu posso ter levado isso muito a sério, pois agora isso se tornou um medo. O medo de errar novamente. Eu já escrevi uma canção para você e já te dediquei toda minha atenção. E quando eu me vejo com aquele mesmo olhar bobo, aquelas velhas palpitações do coração, eu me assusto. E eu me afasto. Eu não quero sentir isso novamente. Porque eu tenho medo. E quando eu me afasto, você vai embora. E enquanto você vai embora, eu fico de longe, olhando seus passos, deixando a marca na areia.
Eu tenho certeza que isso é o que mais me prejudica hoje, pois isso fecha o meu coração. Eu não consigo gostar de nada. Eu não consigo confiar em ninguém. Quando você tem uma experiência, onde você é apunhalado pela única pessoa que lhe representa esperança no momento, você começa a ter medo de que isso aconteça novamente. Esse medo já não é mais um sentimento, ele passa a se tornar um instinto. Eu já perdi as contas de quantos anos eu tive a última decepção destruidora, mas eu ainda não consegui juntar os pedaços do chão. Este pode parecer apenas mais um conto de coração partido, mas não é. Isso é uma experiência de vida e uma experiência de morte. Porque a partir do dia em que eu recebi aquela notícia, meu mundo mudou. No momento em que eu estava jogado às traças, você me levantou e me deu esperança. Mas um dia você pegou essa mesma esperança e colocou em um lugar onde eu talvez nunca mais possa alcançar.
Às vezes eu me pergunto se eu devo pedir a Deus ajuda para me livrar desse medo. Mas começo a temer perdê-lo. Porque provavelmente no dia em que eu perdê-lo, eu irei passar por tudo aquilo novamente. E eu já percebi, através de todas essas minhas histórias, que sempre fica pior na próxima vez. Porque em meio a esses tantos "você" mencionados no texto, sempre haverá um novo "você" para me destruir. E nesta última parte eu me pergunto se no dia em que eu perder esse medo, eu encontre o meu dia de luz. Hum. Talvez, mas será que realmente vale a pena arriscar?